quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Direitos da Criança

O grupo de alunos do turno matutino (5º ano) fará uma apresentação que tem por tema os direitos da criança. A apresentação é uma adaptação do livro "O duende da ponte"


O duende da ponte
(Texto adaptado do livro “O duende da ponte” de Patricia Rae Wolff, incorporando poemas de alunos baseados nos direitos humanos.)

Personagens:
Duende
Garoto
Amigo
Mãe
Crianças
Declamadores

Ouve-se o despertador.
MÃE:( Dentro da casa ): Acorda, filho! Hora de ir pra escola!...
GAROTO: Não quero mãe! É chato!
MÂE: Chato é ser burro! Café tá na mesa!
GAROTO: Tá bom!
MÃE: Escovar os dentes! Esqueceu nada?
AMIGO: ( De fora ) Ohh!! Vamos logo!
GAROTO: (Saindo da casa ) Xau, mãe!
MÂE: Tenha um bom dia! E cuidado com o Duende.
GAROTO: Tá mãe...

Chegando na ponte.

DUENDE: (Saltando na frente dos garotos e rosnando) Esta ponte é minha!!!!
GAROTO: Mas eu preciso atravessar a ponte para ir à escola!
DUENDE: Pra que?
GAROTO: Pra ficar inteligente...
DUENDE: Isso não é uma boa razão!
GAROTO: Eu tenho que ir à escola porque minha mãe mandou.
DUENDE: Ah!! ESSA é uma boa razão. (Impedindo os garotos) Epa! Epa! Epa! Essa ponte é minha e tem pedágio. Você vai ter que pagar um real para atravessá-la!
GAROTO: Mas eu não tenho nenhum real...
DUENDE:Então não pode atravessar...
GAROTO: Não tenho dinheiro,mas tenho uma coisa DOCE!!
DUENDE: Oba! Adoro doces! Se eu gostar, vocês podem atravessar.

Menina declama um poema. O duende se distrai e as crianças atravessam cantando.
Tem pessoas que não tem lar,
moram lá na praça.
No céu, a nuvem espia
Esse monte de pessoas
como se fossem jornal.

Pessoa tem que ter um lar,
um chão,
um sapato, roupas,
uma vida,
para no fim do dia
descansar,
com carinho, com alegria
que a vida é o lar das ideias.

(Sem lar, Carla Samira Lopes)

Na volta da aula o duende espera o garoto.

DUENDE: Minha mãe mora debaixo desta ponte também. Ela ouviu o que você falou e disse que você me enganou. Ela disse que o doce tão doce que você prometeu não é o doce de dar água na boca...
O garoto sorri e as crianças passam cantando.

No outro dia... Ouve-se o despertador.

MÃE:( Dentro da casa ): Acorda, filho! Hora de ir pra escola!...
GAROTO: Não quero mãe! É chato!
MÂE: Chato é ser bocó! Café tá na mesa!
GAROTO: Tá bom!
MÃE: Escovar os dentes! Lembrou da tarefa?
AMIGO: ( De fora ) Ohh!! Vamos logo!
GAROTO: (Saindo da casa ) Xau, mãe!
MÂE: Tenha um bom dia! E cuidado com o Duende.
GAROTO: Tá mãe...

Chegando na ponte.

DUENDE: (Saltando na frente dos garotos e rosnando) Esta ponte é minha!!!!
GAROTO: ( Falando consigo mesmo) De novo, não! ( Alto) Mas eu preciso atravessar a ponte para ir à escola!
DUENDE: Pra que?
GAROTO: Pra ficar inteligente...
DUENDE: Isso não é uma boa razão!
GAROTO: Eu tenho que ir à escola porque minha mãe mandou.
DUENDE: Ah!! ESSA é uma boa razão. (Impedindo os garotos) Parado aí! Essa ponte é minha e tem pedágio. Você vai ter que pagar um real para atravessá-la!
GAROTO: Mas eu não tenho nenhum real...
DUENDE:Então não pode atravessar... Mas hoje eu é que faço o pedido! Eu quero... Eu quero... O sonho do Seu João!...Ahh... (Fecha os olhos, imaginando)
GAROTO:Ótimo! Esse SONHO é o que todos querem!
Menino declama um poema. O duende se distrai e as crianças atravessam cantando.

Tem pessoas
que querem ter casa,
mas não tem dinheiro
para comprar.
No céu, o sol derrete
esse monte de gente
querendo um lugar
para morar.

Gente tem que ter
um lugar
para se proteger,
ficar mais tranquilo e relaxar.
E ao nascer do dia
ficar melhor.

(Quero uma casa, Kauan Ferreira da Silva)

Na volta da aula o duende espera o garoto.

DUENDE: Minha mãe disse que você me enganou de novo . Que a delícia deliciosa desse SONHO não é a delícia de lambuzar os beiços ...
GAROTO: É.. pode ser!
E as crianças passam cantando.

No terceiro dia... Ouve-se o despertador.
MÃE:( Dentro da casa ): Acorda, filho! Hora de ir pra escola!...
GAROTO: Não quero mãe! É chato!
MÂE: Chato é ser tosco! Café tá na mesa!
GAROTO: Tá bom!
MÃE: Escovar os dentes! E obedece a professora!
AMIGO: ( De fora ) Ohh!! Vamos logo!
GAROTO: (Saindo da casa ) Xau, mãe!
MÂE: Tenha um bom dia! E cuidado com o Duende.
GAROTO: Tá mãe...

Chegando na ponte.

DUENDE: (Saltando na frente dos garotos e rosnando) Esta ponte é minha!!!!
GAROTO: ( Respirando fundo ) Mas-eu-preciso-atravessar-a-ponte-para-ir-à-escola-pra-ficar-inteligente-e-porque- minha -mãe- mandou.
DUENDE: Ah é! Agora me lembro. (Impedindo os garotos) Espere! Essa ponte é minha e tem pedágio. Você vai ter que pagar um real para atravessá-la!
GAROTO: Mas eu não tenho nenhum real...
DUENDE: E nem mais um doce! Não quero mais nadinha de doces. Quero uma coisa que brilha, é dourada... sacou?!
GAROTO: Ah, sim!... Tanto que você não consegue nem imaginar...
DUENDE: Sério! Vou até me sentir uma estrela!! E você (Olhando com desdém) pode até passar!..

Menina declama um poema. O duende se distrai e as crianças atravessam cantando.

Estrelinha, estrelinha
brilha no luar
Roda, roda
sem parar.

A lua começa a brilhar,
brilha a estrela cadente.
Não contem para ninguém.
Ela brilha muito,é a nossa amiga.

A lua se foi,
o sol está vindo...
A lua espera anoitecer.
Anoiteceu.
Fiquei alegre.
Está chegando a hora
de parar a lua.
Já está na hora
de se por o sol.
Não chore!
Depois vai ser a nossa vez.

(Estrelinha Brilhante, Daphine Raíssa dos Santos Moreira)
Na volta da aula o duende espera o garoto.

DUENDE: Minha mãe disse que você me enganou mais uma vez!
GAROTO: Hum!..Talvez...
DUENDE: Sabe o que mais a minha mãe falou?
GAROTO: O quê?
DUENDE: Ela disse que amanhã eu tenho que ir para a escola com você pra ficar mais esperto...
GAROTO:(balançando a cabeça, em pensamento) Ir para a escola todo dia com esse duende horroroso e fedido?! Blahh! Bom, pelo menos não terei que ficar pagando pedágio todos os dias. E vai que ele aprende a tomar banho!...
Menino declama o poema.

Tem gente que não tem escola,
não tem a magia
de ler
escrever.
No céu as estrelas choram
por essas pessoas
sem direção
sem escolha.

Gente tem que saber ler;
ler o livro,
ler o céu,
a receita, o mundo,
o rosto amigo.
Escolher a direção certa
escolher o amor;
ser feliz!

(Gildo José Heerdt)

Todos voltam cantando a música “Direitos e Deveres” de Toquinho.

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