terça-feira, 9 de outubro de 2012

A Contação da Gabriely

Desde o início do ano desenvolvemos a atividade da Leitura Compartilhada. Seguindo a ordem alfabética, cada dia, um aluno está encarregado de fazer a leitura para os colegas.O professor também faz a leitura de livros de acordo com os temas ou gêneros que estão sendo trabalhados.
A aluna Gabriely tornou-se o grande destaque desta atividade pela sua empolgação e preparação nas contações que faz.







Nesta oportunidade, a Gabriely leu o episódio "Como Anansi se transformou em aranha" do livro "O príncipe medroso e outros contos africanos" de Anna Soler-Pont.

O livro é ótimo e está disponível nas bibliotecas das escolas. Foi distribuído pelo FNDE.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Área Urbana X Área Rural - Teatro

A partir da apresentação do teatro em sala, trabalhamos este gênero em sala. Reestruturamos dois textos:


A Entrevista
( Escheley Victória Moura Silva , Bianca dos Santos, Felipe Rafael Michael, Ketlin Amanda Caetano de Meira e Thiago Brussecke Pires)

Personagens:
Josefina, trabalhadora
Fernanda, repórter
Fabiana, auxiliar da repórter
José, vizinho da Josefina
Diretor do programa de TV

CENA I
(Na sucursal da Rede Globo)

DIRETOR: Fernanda e Fabiana, vocês terão uma missão. Ir para o campo para fazer uma pesquisa sobre trabalhadores de lá! Vocês topam ir?
FERNANDA: OK, podemos ir agora.
FABIANA: Vamos logo!

CENA II
(Enquanto isso no campo)
JOSEFINA: José, será que você poderia construir um espantalho para mim?
JOSÉ: Sim.
JOSEFINA: Os pardais estão acabando com a minha horta.
JOSÉ: Esses pardais são danadinhos...
JOSEFINA: Quanto vai custar?
JOSÉ: R$ 37,50. Pode ser?
JOSEFINA: Pode.
Josefina sai.
JOSÉ: (Falando sozinho) Esses pardais estão ajudando meu negócio...

CENA III
(Fabiana e Fernanda chegam no campo e se deparam com o espantalho).
FABIANA: Que susto!
FERNANDA: Que negócio é esse? Macumba?
JOSEFINA: (Aparecendo) É um espantalho... Em que posso ajudá-las?
FABIANA: (Se recompondo) Ufa! Já passou...
FERNANDA: Estamos fazendo uma pesquisa para saber sobre o trabalho no campo. Poderia nos responder um questionário?
JOSEFINA: Sim, é claro!
FERNANDA: Como você se chama?
JOSEFINA: Josefina.
FERNANDA: Quantos anos você tem?
JOSEFINA: 23 anos.
FERNANDA: Quantos filhos você tem?
JOSEFINA: Não tenho filhos.
FERNANDA: Qual o seu trabalho?
JOSEFINA: Trabalho numa fazenda de porcos limpando o chiqueiro. Em casa, faço todo serviço e cuido da minha horta.
FERNANDA: Qual seria o meio de transporte que você utiliza?
JOSEFINA: Vou a pé.
FERNANDA: Quanto tempo você leva da sua casa até o trabalho?
JOSEFINA: Mais ou menos 1 hora?
FERNANDA: Nossa, tudo isso?! Podemos acompanhá-la um dia? Tem problema?
JOSEFINA: Não! Podem me acompanhar.
FABIANA: Pode ser hoje?
JOSEFINA: Claro!
FABIANA: Então, vamos!

CENA IV
(Seguindo pelo caminho)

FABIANA: Que horrível! Estou cansada...Vai demorar bastante?
JOSEFINA: Sim!
FABIANA: Você se cansa muito?
JOSEFINA: Já estou acostumada!
FABIANA: Sempre é assim, cheio de mosquitos?
JOSEFINA: Sim, sim...
FERNANDA: Você não quer ir conosco para a cidade, amanhã? Lá é muito melhor do que aqui.
JOSEFINA: OK, sempre quis conhecer a cidade!

CENA V
(Na cidade, dentro do carro)
FABIANA: Chegamos!
JOSEFINA: Nossa, que poluição e barulho...
FERNANDA: É, mas aqui nós temos transporte para ir para qualquer lugar. Não precisamos caminhar 1hora para chegar ao trabalho.
JOSEFINA: Que calor!
FABIANA: Mas tem praia...ar condicionado...
JOSEFINA: Que cheiro de esgoto...
FERNANDA: E você cheira que nem porcos...
JOSEFINA: Bom, acho melhor voltar para o campo. Pelo menos tem paz e sossego.
FABIANA: Ah, só uma coisa, aquele espantalho é horrível.
JOSEFINA: É claro, para espantar mocinhas da cidade! Podem me levar pra casa?
FERNANDA: Sim! Vou avisar a redação.



OS APURADOS
(Kleverson Yuri Filipp, Gustavo Ponciano, Daniel Melo Brizola, Jenifer Luize Massaneiro e Jenifer Cristina Maciel da Cunha)

Personagens:
Cão Rural
Cão da Cidade
Dono da casa
Gata 1
Gata 2
Figurantes ( mulher do dono da casa, filha e o filho)

CENA I
(Ao telefone)

CÃO RURAL: Oi, primo. Tudo bem?
CÃO DA CIDADE: Tudo. O que você deseja?
CÃO RURAL: Meu amigo, venha à minha casa.
CÃO DA CIDADE: É claro. O que vamos fazer?
CÃO RURAL: Vamos nos divertir no campo, jantar e depois assistir a um filminho. Quem sabe dormir aqui...
CÃO DA CIDADE: É claro. Que dia?
CÃO RURAL: Hoje!
CÃO DA CIDADE: A que horas?
CÃO RURAL: Às cinco
CÃO DA CIDADE: Está bem. Só preciso do endereço e o número da casa.
CÃO RURAL: O número é 322, Francisco Gretter.
CÃO DA CIDADE: OK.

CENA II
(Chegando à mesa)

CÃO RURAL: Nossa, foi divertido, hoje...
CÃO DA CIDADE: Que cheirinho bom!
CÃO RURAL: Vamos comer?!
CÃO DA CIDADE: Claro, estou faminto!
CÃO RURAL: A comida é gostosa, lá na cidade?
CÃO DA CIDADE: Sim, mas a comida na sua casa eu quero experimentar.
CÃO RURAL: Está bem.
CÃO DA CIDADE: (Lambendo os beiços) Nossa! Que comida! Parece... Hummm... Eu nunca comi esta sobremesa.
CÃO RURAL: É que eu peguei o segredinho da vovó, sabe?
CÃO DA CIDADE: É, tá igual... Tá melhor que Pedigree. (Levantando da mesa) Obrigado pelo jantar. Tchau.
CÃO RURAL: Fique para dormir, está tarde...
CÃO DA CIDADE: Preciso ir. Tenho uma reunião importantíssima...
CÃO RURAL: Ah, então vá... Tchau! Foi ótimo, você vir aqui!

CENA III
(Novamente ao telefone)

CÃO DA CIDADE:(Ligando...) Olá, meu amigo. Quer vir aqui, na minha casa, tomar um café?
CÃO RURAL: Sim.
CÃO DA CIDADE: Então, venha às 3...
CÃO RURAL: Hoje?
CÃO DA CIDADE: É claro que é hoje!!!!
CÃO RURAL: Está bem.

CENA IV
(O Cão Rural chega na casa do amigo e encontra a mesa posta. Prepara-se para o ataque...)

CÃO DA CIDADE: (Contendo o amigo) Não, amigo. Não podemos comer ainda. Só podemos depois dos donos.
CÃO RURAL: Ah!! Que pena!
CÃO DA CIDADE: É uma pena, mesmo.
(Os dois ficam tristes, se lamentando.)

CENA V
(Chegam os donos da casa, com duas gatas)

DONO DA CASA: Hum... Que cheiro bom! Esse cheiro me deu uma fome, muito grande.

(Sentam à mesa. As gatas ficam embaixo da mesa comendo Whiskas.)

GATA 1: Sua comida está boa?
GATA 2: Sim, e a sua?
GATA 1: Sim, mas tem coisa melhor. Olha aqueles cachorros.
GATA 2: Vamos botar eles pra correr!
GATA 1: Bora lá! Atacar!!!
(As gatas foram pra cima dos dois Pinschers. Os cãezinhos correram assustados.)
CÃO RURAL: Prefiro meu lugar calminho. Xau, amigo. Até nunca mais... (Brincando).
CÃO DA CIDADE: Está bem! Desculpe-me pela confusão...
CÃO RURAL: (Saindo) Ai, que fome!...


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Frações - Tabela




Imigração Açoriana - Textos

A literatura pode ser uma boa forma de vivenciar um fato. Quando estudamos a imigração açoriana, os alunos foram convidados a escrever um texto literário ambientado neste episódio da História de Santa Catarina. Os textos foram  lidos em sala. Dois foram escolhidos e e trabalhados em sala. Veja como ficaram:


Uma história
dos açorianos
( Késia de Souza Todão Lima)

    Olá! Meu nome é Mateus. Eu vou contar uma história sobre a minha origem. Meus tataravós contaram para meus avós que contaram para mim.
    Um dia, num terreno muito grande,com plantação de cana e gado, na Ilha de Açores, havia muitas pessoas. Pessoas trabalhadoras, que ganhavam míseros centavos para sustentar a família. Meus tataravós eram crianças.
    Não tinham terra nem casa e a comida era pouca. De repente, apareceu um mensageiro que disse:
    -Meu patrão me enviou e me mandou dizer: “- Eu ofereço abrigo, comida e dinheiro.” - Se vocês vierem para Santa Catarina, não vão precisar ir para o exército, vão ganhar bastante dinheiro, vão ter muita comida e nem vão precisar pagar impostos!
    -Mas como nós vamos pagar o navio?
    -A passagem é por conta da casa!
    -E o dindim? Quando vão dar o dinheiro?
    -Quando chegarmos lá! -Disse o mensageiro todo contente.
    -À noite, o navio estará no porto, saindo! -Falou o Capitão do navio.
    Todos que estavam lá concordaram. No navio, foram cem pessoas.
    Passaram por muitas dificuldades. Todos comeram peixe cru, tomaram água podre, comeram bolacha bichada... O Capitão, o mensageiro e os seus capangas, é claro, comiam comida fresquinha.
    Muitos morreram. A irmã da minha tataravó, em um certo dia, ficou muito doente. Jogaram o corpo dela no mar; ainda viva!
    Ao chegarem aqui, na Ilha de Santa Catarina, não encontraram nada do que foi prometido.
    Descobriram que o Capitão e o mensageiro mentiram. Apareceu o Senhor das terras que falou:
    - Se vocês querem viver, vocês terão que trabalhar para mim.
Todos tiveram que aceitar.
    Passaram muitos anos, e na época da colheita eles guardavam um pouco para si. Guardavam farinha, açúcar, milho, feijão, carne seca...
    Aos poucos, conseguiram fazer suas casinhas, ter sua terrinha, ter suas coisas.
    Começou a surgir uma nova cidade.
    Foi nessa cidade que eu e meus irmãos nascemos.
  E outras cidades também surgiram e Santa Catarina virou esse lugar maravilhoso.


De Açores para Santa Catarina
(Julio Charles Buenos Bez)

   Em 1739 o Brigadeiro José da Silva Paes assumiu o governo da Capitania de Santa Catarina.
     Faltavam trabalhadores, os piratas invadiam o seu território, não havia mulheres, os espanhóis tentavam dominar esse espaço. A situação era difícil.
     O Brigadeiro teve uma ideia:
   -Vou mandar um navio para Açores e trazer muitas pessoas para construir uma civilização!
    Pagou o Capitão Sebastião Cabral que partiu para Açores oferecer trabalho e muita terra para aquele povo.
     Levou consigo o braço direito do Brigadeiro, Luís Antônio da Gama e vários capachos.
     Chegaram e viram os açorianos trabalhando muito, muito mesmo.
     Na saída do trabalho, Luís Antônio da Gama falou:
    -Vocês querem ir para Santa Catarina? Ganhar muito dinheiro, sem precisar trabalhar?
Muitos aceitaram.
    -Vamos aceitar! - Disse João Emanuel da Silva,um viúvo que se esforçava muito para conseguir seus alimentos.
    -Não pai! - Disse Diego! - É tudo mentira, não acredita nele!
    -Eu vou! Se você quiser ficar, fica.
    -Está bem, eu fico.
    Então João Emanuel e muitos outros partiram. Diego, seu único filho, não aceitou o convite.
    Viajaram por muito tempo.
    O homem estava ansioso para chegar e também com fome.
    -Chegamos! -Disse Roberto, primo de João Emanuel.
    O Capitão deu ordens:
   -Desçam do navio! Agora! E comecem a trabalhar!
    Os açorianos desceram. Estavam famintos e arrependidos, mas ainda tinham esperança de conseguir uma boa terra.
    João Emanuel olhou em volta de si e não viu nada do que fora prometido.
    João Emanuel perguntou:
    -Cadê as casas? Onde vamos dormir?
    -Vocês vão dormir no mato! -Disse o capitão, indo embora.
    Tiveram uma grande decepção.
   Lutaram e trabalharam muito pra conseguir comida. Muitos morreram de cansaço, outros de fome, desidratados...
    Nem todos morreram!
    O filho, com saudade do pai, embarcou também.
    Alguns meses depois encontrou seu pai doente e desanimado.
    -Filho,por que você veio aqui?
    - Vim aqui para te salvar!

Aves em Foco - vídeos

Como já foi mencionado, alguns alunos fizeram vídeos sobre aves. Vídeos bem interessantes. Veja dois que a Gabriela e seu pai fizeram para registrar os hábitos das garças no amanhecer e ao entardecer às margens do Rio Itapocu, entre os municípios de Guaramirim e Jaraguá do Sul.




Um belo espetáculo, não é mesmo?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Frações

Para guardar o metro quadrado seria necessário dobrá-lo. Os alunos foram orientados a dobrá-lo de modo que depois pudessem ser desdobrados em metades, quartos, oitavos ou dezesseis avos.

 






Desta forma,  as frações entraram nas simulações de cálculo de área e perímetro.


Desafio: formar um quadrado com 7 peças (partes)

Desafio: formar um quadrado com 5 peças.


 

Desafio: formar  um quadrado com 3 peças





segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Perímetro

Com o mesmo material pudemos também explorar as medidas dos perímetros das áreas usadas nas simulações.
Área=1 m²   Perímetro= 4 m
 
Área = 3, 5 m²     Perímetro = 6 metros + 4 metades = 8 metros

Os alunos também puderam perceber que nem sempre o perímetro é proporcional à área.

Área = 7 m²  (construída pelos meninos).
 
Área = 12 m²  (construída pelas meninas).
 

Medida de área - metro quadrado


Para conceituar metro quadrado e a partir disso compreender a ideia de medida de área realizamos algumas atividades com jornais velhos.


Colando as folhas de jornal.


Confeccionando o metro quadrado padrão.


Contornando o molde
O metro quadrado

A partir disso, várias simulações puderam ser feitas.

  








Pelas atividades desenvolvidas, os alunos vão fazendo a associação e descobrindo formas de calcular a área sem precisar contar metro por metro.