terça-feira, 31 de maio de 2011

... e depois me diga! (2)

            A menina sorridente fala para o professor:
-         Sabia que minha mãe é uma mulher de sorte?
-         Ah, é?
-    É verdade professor!
-         Por quê?
-   Sabia que ela achou uma bolsa cheia de maquiagem, no shopping?
-         E daí, o que ela fez?
-         Trouxe pra casa, ué!
-         Isso é bom?
-         Claro, agora eu tenho maquiagem, hehehhehe!
-         Ela não devolveu?
-         Ué, achado não é roubado, quem perdeu é relaxado!

domingo, 29 de maio de 2011

O que move o processo?

Quando me permito pensar em como seria o perfil de um professor moderno muitas questões mereceriam ser abordadas.
Um dos aspectos intrigantes que permeiam o processo educativo formal diz respeito à dicotomia do “ser aprendiz” e do “ser professor”.
Se observarmos outros ambientes de aprendizagem notaremos que as pessoas envolvidas gostam de ensinar aquilo que gostam de aprender. Para citar: crianças brincando, hobbies, grupos de músicos, atividades amadoras...
Um dos elos mais fortes nestes processos são os estímulos de aproximação vínculos entre os indivíduos participantes.
Para colocar a educação escolar como um pressuposto inovados da sociedade, penso em algo que aproxime as pessoas. A inovação acontece A PARTIR DAS PESSOAS. A educação é um processo que acontece ENTRE AS PESSOAS.
Mais importante do que todo acervo disponível, do que toda a tecnologia, do que os recursos, são as relações. Porque uma alavanca seria suficiente para movimentar o mundo se houver motivação e apoio, parafraseando Arquimedes.
Onde está o “ponto de apoio” do processo educativo, senão nas relações?
Caso o professor esteja JUNTO com seu par, o diretor JUNTO com seu professor, e toda equipe apoiando o processo de ensino-aprendizagem dos sujeitos da comunidade educativa, as Tecnologias poderão ser potencializadoras de inovações e novas possibilidades de expressão do conhecimento. No entanto, o APOIO o sujeito deve SENTIR porque apoio não se escreve nem se recita.
Trazendo as questões para um plano mais prático, tenho expectativas e dificuldades.
Vejo, percebo e sinto que quando o professor dispõe de seus próprios meios, as “coisas” tornam-se mais ágeis, mais fáceis, mais versáteis e muitas vezes até mais agregadoras. Se depender dos meios e dos processos da instituição, as “coisas” tornam-se bem mais lentas, morosas, estressantes.
As aulas no Ambiente de Tecnologia, para citar, quase sempre são as mais estressantes e as dificuldades para concluir um trabalho com uma turma, grandes.
Ao mesmo tempo , vislumbro possibilidades, acredito espaços mais dinâmicos, de partilha, de inovação, de otimização de tempo, de conhecimento “vivo”.
A ordem prática põe freios, corta asas, formata, enquadra...
Ao conseguirmos estabelecer relações entre os sujeitos com o suporte necessário e presente poderemos, sim, participar de um processo educativo formal indutor de transformação social.

domingo, 22 de maio de 2011

... e depois me diga! ( 1)

               " A mãe e a amiga estão no supermercado. Têm boa aparência e são bastante jovens.
            O filhinho de  dois anos, aproximadamente, está diante da gôndola do material escolar. Não pára de mexer e a mãe o repreende constantemente.
            O menino aponta:
-  Esse! Esse! Com o indicador mostrando  as massinhas para modelagem.
-  Não! Não pode! Não tem dinheiro!
          O menino chora e faz birra. A mãe tenta pegá-lo no colo, mas o garoto não aceita.
A mãe volta para sua conversa e ele para as massinhas.A mãe atenta à conversa não percebe que a criança está manipulando as embalagens e rasga  uma delas.
Quando vê o ocorrido, a mãe pega a embalagem rasgada e a esconde debaixo das outras. O menino chora e esperneia, se joga no chão!
A mãe, então, arranja o argumento de ouro:
-     Quer chipes, meu filho!
-     Não! Insistindo na massinha.
-  Vem cá filho, a mãe te dá chipes! Pegando o menino no colo.
A mão pega um pacote e põe na mão dele. O menino aceita e fica quietinho."