domingo, 26 de junho de 2011

Curso sobre Tecnologias na Educação

Estou participando no NTM de Jaraguá do Sul, do curso"Tecnologias na Eduacação: ensinando e aprendendo com as TIC".
Uma das discussões do curso se dá em torno do embate teórico entre a escrita linear e o hipertexto.
Enquanto a elaboração da escrita, em qualquer um dos seus gêneros ou meios, tende a ser mais objetiva e precisa, a leitura permite ao seu autor a subjetividade e até a divagação.
Tanto para a leitura do texto linear quanto para a exploração do hipertexto, um dos fatores fundamentais parece ser o pré-texto (a habilidade na leitura, conhecimentos, motivações, domínio do recurso e da linguagem...) do leitor.
Além desses aspectos cada indivíduo desenvolve um “método” particular de leitura. Para ler um livro, cada leitor elabora seu ritual: uns seguem metodicamente os passos do escritor, outros buscam notas, títulos, referências e alguns leem primeiro o final.
Seja qual for o ritual, creio que a medida que a leitura avança, o leitor vai estabelecendo “links” com o que já foi lido, com significados, inferências, fantasias, lembranças, com seu pré-texto. De outra maneira não haveria compreensão.
E se de alguma forma os produtores de livros foram “ameaçados” pelo hipertexto, parece-me que o resultado foi muito positivo. A cada momento encontramos publicações com novas maneiras de
de elaborar a página de um livro; muitas vezes inspiradas no conceito do hipertexto. Ou não?
Do outro lado, o mundo digital oferece a cada dia novas ferramentas de democratização do acesso e da produção intelectual.
O leitor é cada vez mais cobrado no que diz respeito à agilidade na obtenção da informação, na habilidade de filtrar, na capacidade de elaborar e ampliar seu hipertexto individual.
O desafio da escola é capacitar o aluno para esse processo. Fácil!
Sucesso à professora Leila e a meus colegas de curso!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário