Concluímos os trabalhos da Olimpíada Brasileira de Língua Portuguesa. O poema escolhido, na escola, foi escrito pelo aluno Lucas Klein Leite:
Onde Vivo
Minha casa eu adoro
Porque é o lugar onde moro.
Construída em dois mil e nove
As lembranças me comovem.
Para mim, uma beleza
Para outros, uma frieza.
Com algumas rachaduras
Mesmo assim, uma belezura.
Minha escola também é legal
Vou a ela com meu material.
Professor inteligente
Também tem muita gente.
Adoro minha sala
Não tem aluno mala.
Ajudante leva jornal
Antes de partir digo: tchau.
Minha rua não tem muito movimento
Por isso pouco atropelamento.
Quando vou andar na rua
Minha atenção muda.
Pois sei que tenho que tomar cuidado
Para não ser acidentado.
E por isso vivo esperto
E sei que faço certo.
Meu bairro é até bonito
Muito sobre ele já foi dito.
Mas quase sempre há esperanças
Que haverá boas mudanças.
E como em todo mundo
Há homem limpo e imundo,
E o resumo de tudo isso
Você já deve ter visto.
Este é o melhor lugar
Que tenho pra amar.
Este blog mostra um pouco de mim, coisas que estou fazendo. Auxilia na orientação e divulgação dos trabalhos dos meus alunos. Sinta-se à vontade para comentar, sugerir, perguntar... Obrigado pela visita!
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terça-feira, 19 de agosto de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Café Literário - 2014
No dia 04 de julho os alunos do 5º ano organizaram um café literário. O evento serviu para coroar as atividades de declamação realizadas no primeiro semestre.
O café foi montado com as contribuições dos alunos. Agradecimentos especiais a todas as famílias que se envolveram na atividade.
Todos os alunos participaram das declamações e dentre os inscritos para o Concurso de Declamação foram escolhidos dois para representarem as turmas no Concurso de declamação da E.M.E.F. Ribeirão Cavalo: Emily (5º 02) e Michelle (5º 01).
Agradecemos também a participação da bibliotecária Glacimi, da secretária Elisandra, da professora Zaira, da orientadora Monique e da psicóloga que tiveram a missão de julgar os declamadores.
O café foi montado com as contribuições dos alunos. Agradecimentos especiais a todas as famílias que se envolveram na atividade.
Todos os alunos participaram das declamações e dentre os inscritos para o Concurso de Declamação foram escolhidos dois para representarem as turmas no Concurso de declamação da E.M.E.F. Ribeirão Cavalo: Emily (5º 02) e Michelle (5º 01).
Agradecemos também a participação da bibliotecária Glacimi, da secretária Elisandra, da professora Zaira, da orientadora Monique e da psicóloga que tiveram a missão de julgar os declamadores.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Participação na Feira do Livro
Participamos da 8ª Feira do Livro de Jaraguá do Sul no dia 05/06/2014. Além de passarmos pelo espaço dos livros e fazer um lanche, assistimos à Contação "Medo Pequeno " de Paulo Freire no Grande teatro da SCAR.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Área Urbana X Área Rural
A partir de releituras de "O rato do campo e o rato da Cidade", as fábulas estão sendo encenadas discutindo as questões da área urbana e da área rural. Esta foi reescrita em sala, com ajuda dos alunos.
O
gato do campo e o gato da cidade
(Suzana
Renau Santos)
PERSONAGENS:
GATO
DO CAMPO
GATO
DA CIDADE
CÃES
CENA
I
(No
campo)
(
O Gato do Campo sai de casa)
GATO
DO CAMPO: Que dia lindo... Que sol..Tem uma carta ali! Será que é
pra mim?! ( Pegando a carta ) Ah! É do meu primo! ( Lendo
a carta ) “Primo, convido você para
vir pra cidade para um almoço delicioso. Assinado:
Gato da Cidade)” ( Pega as suas coisas e sai. )
CENA
II
(Chegando
na casa do Gato da Cidade)
GATO
DO CAMPO : ( Com força ) Toc! Toc! Toc! Toc!
GATO
DA CIDADE: ( Puxando o gato do campo ) Chuiii!!!!
GATO
DO CAMPO: Ehh! Primo, tudo bem?
GATO
DA CIDADE: Tudo! Mas, fala baixo!!...
GATO
DO CAMPO: Por quê?
GATO
DA CIDADE:Tem dois cachorros na mansão!
GATO
DO CAMPO: kkkkkkk! E daí? Lá no campo também tem cachorro!...
GATO
DA CIDADE: Fique quieto!!! Deu zebra! Corre! Corre! Os cachorros
estão chegando... Corre! Aqui tem um lugar para nos escondermos...
(Puxando o Gato do Campo)
GATO
DO CAMPO: Por quê!? Cachorros são tão mansinhos...
GATO
DA CIDADE: Não são, não! Aqui nós temos que ter cuidado! Os cães
são umas feras e ficam no mesmo lugar que eu!!
GATO
DO CAMPO: Primo, não quero mais ficar nem um minutinho.
GATO
DA CIDADE:Por quê?
GATO
DO CAMPO: Meu lugar é no campo, não na cidade! Lá os cachorros não
conseguem me encontrar, tem muito mais espaço! Cada um brinca no seu
canto.
GATO
DA CIDADE: Posso ir com você?
GATO
DO CAMPO: Pode! Mas nada de frescuras!...
Gato da cidade e Gato
da fazenda
(Cleverson
da Roza Muniz)
PERSONAGENS:
GATO
DO CAMPO
GATO
DA CIDADE
DONO
DO GATO DO CAMPO
DONO
DO GATO DA CIDADE
CENA
I
(Na
rua)
GATO
DO CAMPO: Olá, meu amigo!
GATO
DA CIDADE: Olá! Tudo bem?
GATO
DO CAMPO: Quer ir na minha casa tomar um cafezinho, dar uma
volta?!...
GATO
DA CIDADE: Vamos indo!... (Foram)
CENA
II
(No
campo)
DONO
DO GATO DO CAMPO:Vamos recolher o gado, meu gato!?
GATO
DO CAMPO:Vamos, então! (Para o amigo) Amigo, quer ir junto?!
GATO
DA CIDADE: Está bem! ( Depois de um tempo )
GATO
DA CIDADE: Olha só, que árvore bonita, cheia de frutos!
GATO
DO CAMPO: Você nunca viu? É uma goiabeira...
GATO
DA CIDADE: Lá na cidade só tem árvores nas praças, sem frutos...
Quantos animais bonitos... Lá na cidade vejo muitos cachorros
abandonados...
GATO
DO CAMPO: Que pecado! Aqui os animais são bem cuidados...
GATO
DA CIDADE: O que acontece com os animais?
GATO
DO CAMPO: Ah, vão para a frigideira...
GATO
DA CIDADE: Meu Deus!
GATO
DO CAMPO: Só os porquinhos, as vacas e as galinhas...
GATO
DA CIDADE: Ah, bom!!!...
GATO
DA CAMPO: É isso que você come: bisteca, bife, linguiça,
beicon,...
GATO
CIDADE: Espera amigo! Vamos descansar!
GATO
DO CAMPO: Já cansou!? Você cansa rápido...
GATO
DA CIDADE: Não estou acostumado a correr... Vou de carro...
GATO
DO CAMPO: Então, tá!...
GATO
DA CIDADE:Amigo, quer dormir lá em casa?
GATO
DO CAMPO: Sim! (Foram)
CENA
III
(Na
casa do gato da cidade)
GATO
DO CAMPO: Nossa, muito bonito! Mas, realmente não tem árvores...
GATO
DA CIDADE: Vamos comer?
GATO
DO CAMPO: Vamos! O que tem?
GATO
DA CIDADE: Ração... Whiskas sachê...
GATO
DO CAMPO: O que é isso?! (Comendo)Eca!
Que nojo!...
DONO
DO GATO DA CIDADE: (Chutando o gato do campo)Vai embora daqui,
seu gato fedido! Para de comer a ração do meu gato!...
GATO
DO CAMPO: Eu vou embora!Prefiro minha vida no campo e o seu dono não
sabe me respeita...
GATO
DA CIDADE: Não vá! Não ligue pra ele...
GATO
DO CAMPO: Vou, porque meu dono tá preocupado!
GATO
DA CIDADE: Até amanhã...
GATO
DO CAMPO: Tchau!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Oficina - Rimas
Fizemos uma oficina para trabalhar rimas. O trabalho foi feito a partir do poema "Brincando de não me olhe" de Sérgio Caparelli. Apresentamos aqui o resultado. Sabemos que o poema não está "pronto" e que há correções a serem feitas(concordância, por exemplo). Considerando o resultado motivador do trabalho, aqui está transcrito o poema construído:
Brincando de não me olhe
(releitura do 5º ano 01 - 2014)
Não me olhe da porta
Que não estou morta.
Não me olhe comendo pastel
Que eu não sou o Gabriel.
Não me olhe com careta
Que eu não sou capeta.
Não me olhe de banda
Que eu não sou panda.
Não me olhe na balança
Que eu não tenho pança.
Não me olhe da janela
Que eu não sou cadela.
Não me olhe de lado
Que não sou seu namorado.
Não me olhe no balanço
Que eu não sou tanso.
Não me olhe na mala
Que eu não sou tralha.
Não me olhe no cabelo
Que eu não sou modelo.
Não me olhe noo nariz
Que eu não sou chafariz.
Não me olhe com o Megamente
Que eu não sou cachorro-quente.
Não me olhe da biblioteca
Que estou sem cueca.
Não me olhe do tribunal
Que eu não sou general.
Não me olhe na mira
Que vai ver a ira.
Não me olhe de trás
Que rima não tem mais.
Brincando de não me olhe
(releitura do 5º ano 01 - 2014)
Não me olhe da porta
Que não estou morta.
Não me olhe comendo pastel
Que eu não sou o Gabriel.
Não me olhe com careta
Que eu não sou capeta.
Não me olhe de banda
Que eu não sou panda.
Não me olhe na balança
Que eu não tenho pança.
Não me olhe da janela
Que eu não sou cadela.
Não me olhe de lado
Que não sou seu namorado.
Não me olhe no balanço
Que eu não sou tanso.
Não me olhe na mala
Que eu não sou tralha.
Não me olhe no cabelo
Que eu não sou modelo.
Não me olhe noo nariz
Que eu não sou chafariz.
Não me olhe com o Megamente
Que eu não sou cachorro-quente.
Não me olhe da biblioteca
Que estou sem cueca.
Não me olhe do tribunal
Que eu não sou general.
Não me olhe na mira
Que vai ver a ira.
Não me olhe de trás
Que rima não tem mais.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Oficina - Poemas Populares
Os alunos trouxeram, registraram em cartazes, declamaram e afixaram nas paredes da escola, diversos poemas.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Poema de aluno
Aqui está um poema escrito por um aluno para contar um pouco da história da sua família:
Eu
e minha família
Eu
sou o Gabriel
Que
adora pastel.
Meu
pai é Giovani
Que
gosta de panetone.
Minha
mãe é a Simone
Que
come queijo provolone.
Nasci
em 24 de setembro,
Dois
meses antes de novembro.
Sou
neto do Hilario
Que
sobe no armário.
Minha
vó é Izadir
Que
me faz sorrir.
Eu
estudo de manhã,
De
tarde fico com minha irmã.
(Autor:
Gabriel Pereira)
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Releituras de poema
Os alunos fizeram reeleituras do poema "Duas dúzias de coisinhas à-toa que deixam a gente feliz" de Otávio Roth, ambientado-as no universo escolar.
Aqui estão os poemas do 5º 01, que foram digitados no Ambiente de tecnologia.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Os cachorros
Os
Cachorros
(
Emily Cristina do Nascimento)
Numa
aldeia, existiam dois cachorros. Um era muito magro, porém muito
humilde. Já o outro, gordo, muito gordo e rabugento.
O
cachorro magro, para não morrer de fome, furtava casas a procura de
comida. O seu dono havia perdido o emprego e não sobrava nem restos.
O
cachorro gordo, enfartado de tanta comida, tinha as melhores roupas
daquele lugar; feitas de fio de ouro. Tomava banho de banheira. E um
quarto só para ele.
Num
belo dia, os dois cachorros se encontraram! E assim, o cachorro magro
perguntou ao gordo:
–
Como anda, compadre?
O
cachorro gordo disse:
–
Bem, muito bem! Tenho de tudo! Já você, pelo jeito, não muito bem,
não é!?
–
Sim! Não, mesmo! Para sobreviver, tenho que furtar casas. Quando
passo na rua, as pessoas jogam pedras em mim, compadre.
–
Há, há, há! Estava certo, mesmo.
-
Oh! Sim, compadre.
De
repente, passou uma carroça, derrubando um pão.
Quando
viram, correram em direção do pão. Infelizmente, o cachorro gordo
ficou com o pão. O cachorro magro disse:
–
Por que, por que, compadre?!
O
cachorro gordo disse:
– Ha, pelas circunstâncias.
Texto reescrito, em sala,com participação da turma. Escolhido por votação.
A formiga e a cigarra
A
cigarra e a formiga. O reencontro.
(Diogo
Carvalho)
Num
dia chuvoso,no Japão,
a cigarra espiã estava numa missão para matar a formiga que
chamara
a cigarra de vagabunda pelas costas.
A
cigarra, com raiva da formiga, parou na Floresta dos Mortos. Pessoas
disseram ter visto a formiga passando por ali.
-Eu
sinto cheiro dela aqui! Exclamou a cigarra.
Bem
na frente, a formiga passava indo em direção a Tóquio. Ao chegar
lá, foi até uma escola de kung fu preparar-se para lutar contra a
cigarra, sua grande inimiga.
Enquanto
a formiga se preparava, a cigarra também se preparava para ir até
Tóquio.
A
cigarra olhou para cima e gritou:
-Aqui
embaixo!!
O
helicóptero
passou
perto dela. O comandante
macaco disse:
-Suba,
eu sei onde ela está!
A
cigarra respondeu:
-Estou
indo.
Eles
pousaram perto da formiga que tentou correr, mas a pegaram e
colocaram um capuz preto nela.
Chegaram
nos Estados Unidos de helicóptero, foram até na a Área 51 e
tiraram o capuz da formiga.
A
Cigarra disse:
-Ora,
ora, velha amiga, quanto tempo...
A
formiga disse, se contorcendo:
-Me
solta!
A
cigarra sacou uma arma e disse:
-Tchauzinho!
Ela
engatilhou a AK 47 e deu um tiro na formiga.
Do
lado de fora da Área 51, o Comandante Macaco explodiu uma bomba
nuclear e todo mundo morreu.
Texto de aluno reescrito, em sala, coletivamente. Escolhido por votação.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Cultura Indígena
Apresentamos aqui o texto encenado pelos alunos do 5º ano 02 no dia 04.12.2013.
Texto Original de Daniel Munduruku. Adaptação dos alunos do 5º ano e Professor Gildo)
Aventuras
de um Caçador
Texto Original de Daniel Munduruku. Adaptação dos alunos do 5º ano e Professor Gildo)
Personagens:
Pajé
Curupira
Caçador
Homem 1
Homem 2
Homem 3
Kaká
Kauã
Orupadã
Iauaretê
Jurandi
Kainã
Manuel
Portugueses
Índios
PRELÚDIO
(Rap do
Gabriel e do Natanael)
Não foi Cabral
que descobriu
O Brasil , o
Brasil não descobriu.
Isso tu podes
crer, podes crer.
Não foi Cabral
(4x)
Ele pegou as terras,pegou
as terras
A terra dos
índios, dos índios do Brasil.
Por que tu
achas que ele fez isso?
Não foi Cabral
(4x)
Cabral pegou a
Terra, pegou as terras
Mas é a gente
que mora nela,
Nessa terra:
Brasil, Brasil
(Índios vão
chegando e sentando em torno do pajé)
PAJÉ (
sentando no banco de tora e as crianças em volta ):Hoje vou contar para
vocês , do dia em que o caçador enganou o Curupira. O caçador estava andando,
andando pela floresta...
ATO I
CAÇADOR: (Perambulando
pela floresta. Quando percebe já é noite) Tomara que o Curupira não me
encontre. Tomara que ele não me encontre. O que vai ser dos meus filhos se esse
malvado me encontrar aqui. Vou me esconder aqui. Aqui ele não me encontra...
(Ouve-se o
tum tum tum nas árvores. Farfalhar de folhas. Um vulto aparece e senta-se sobre
a raiz da árvore onde o caçador está escondido)
CURUPIRA:
Como você está, meu neto?
CAÇADOR: Eu
estou bem, meu avô?
CURUPIRA (Fungando
e rosnando) :Como é isso, meu neto? No mato até essa hora?
CAÇADOR: Estou
perdido, meu avô...
CURUPIRA: Você
não andou caçando meus animais na floresta, andou?
CAÇADOR: Eu?!
Eu nunca faria uma coisa dessas Eu estou apenas perdido. Fui atravessar o mato
e escureceu muito rápido e , aí, eu me perdi.
CURUPIRA: Ah!
Isso é bom meu neto, muito bom. Respeitar os animais é muito bom... Faz quanto
tempo que saiu de casa?
CAÇADOR: No dia
que passou...
CURUPIRA:
Acho que realmente você deve estar perdido, pois se fosse um bom caçador não
estaria perdido... (Fungando, ) Que cheiro gostoso de carne de macaco!... Estou
com muita fome meu neto! Conseguiu alguma caça? Nadinha mesmo!? Seu avô está
com fome!...
CAÇADOR: Não
vim caçar, meu avô!...
CURUPIRA: Então
vou ter que comer a sua mão!..
CAÇADOR(
Cortando a mão do macaco e jogando-a para o Curupira): Aiii! Por meu avô
faço esse sacrifício..
CURUPIRA:
Gostoso! Agora vou ter que comer sua outra mão, meu neto! Que fome!!!
CAÇADOR
(Cortando a outra mão do macaco e jogando-a para o Curupira):
Aiiiiiiiiiiiii!!! Pega, meu avô!!
CURUPIRA: Humm!
Agora eu quero as pernas!...
CAÇADOR ( Cortando uma perna do macaco e jogando- a para
o Curupira): Ahhh!!!
CURUPIRA (com
sofreguidão): A outra também! Eu quero a outra também!!
CAÇADOR (
Cortando a outra perna do macaco e jogando-a para o Curupira): Eu vou
morrer, meu avô!! Eu vou morrer!
CURUPIRA: Está
tudo muito delicioso, meu neto!! Gostinho de macaco!! Mas ainda lhe resta o
coração... Pode me dar o coração?!
CAÇADOR (Extraindo
o coração do macaco e entregando-o ao Curupira): Ahhhhhhh!!
CURUPIRA: Agora
estou farto... Como você é bom . meu neto! Como você é bom!! Pode me pedir o
que quiser que lhe darei!...
CAÇADOR:
Qualquer coisa?
CURUPIRA: Pode
pedir...
CAÇADOR: Posso?
CURUPIRA: Sim!!
Você é bom,meu neto!
CAÇADOR: Vô! Me
dá seu coração! Quero seu coração...
CURUPIRA (
Pegando a faca e enterrando-a no peito): Ahhhh!!! (Morre)
CAÇADOR (
Pegando o coração do Curupira): Há há há!! Te peguei! (O caçador espera
amanhecer)
ATO II
(O caçador
chegando em casa)
FILHO 1: Que
demora, meu pai! Estamos mortos de fome!...
CAÇADOR: É?!
Mas não peguei nada! As caças estão fugindo de mim!..
FILHO 2: E por
que as caçadas não tem sido boas?
CAÇADOR: Não
sei, meu filho! Acho que é por causa das pontas das flechas. Não consigo
acertar nada!
FILHO 3:
Disseram pra nós, meu pai, que osso de Curupira dá uma ponta de flecha muito
boa, certeira!
ATO III
(O caçador,
voltando para a floresta)
CAÇADOR (
Pegando os ossos do Curupira): Quantas flechas, quantas flechas vou pode
fazer...
CURUPIRA (Levantando-se):
Oh, que sono comprido que eu tive. Puxa, meu neto, você ficou aqui esse tempo
todo, vigiando meu sono? É bom ter um
neto assim. Agora, vá buscar um pouco de água pra mim que estou morrendo de
sede...
CAÇADOR (
Vai e volta com a água): Tome, meu avô! Beba toda a água!
CURUPIRA: Peça
o que quiser, meu neto! Peça o que quiser...
CAÇADOR: Vim
aqui procurar flechas bem fortes. Preciso dar comida aos meus filhos, mas as
minhas flechas estão muito fracas...
CURUPIRA: Vou
lhe dar uma flecha que não erra o alvo nunca, nem quebra! Mas é uma flecha
única. Não existe outra igual! (Os dois caminham pela floresta) Eis sua
flecha, meu neto. Não revele a ninguém de onde foi tirada, nem quem a fez. Esta
flecha é sagrada e não deve ser levada para dentro de casa. Deve ficar no oco
dessa árvore. Ela serve só para você. Se outra pessoa usar a flecha ela se
transforma numa surucucu e mata a pessoa. Estarei sempre aqui. Quando precisar
venha até mim.
(Caçador
passa seguidas vezes com caça abundante)
HOMEM
1: Isso só pode ser coisa de feitiçaria! Como pode caçar tantos animais?
HOMEM 2 :
Verdade! Até outro dia não passava de um palerma!
HOMEM 3 : Vai
ver que ele tem um trato com o Anhangá!
CAÇADOR
(Aconselhando-se com o Curupira): Os homens da tribo estão me seguindo... Se
descobrirem o meu segredo não sei o que faço!...
CURUPIRA: Não
se preocupe, meu neto. Homens adultos não podem entrar nos mistérios da
feitiçaria. Basta você dar uma volta e eles ficarão perdidos...
HOMEM 1: Não é
possível! Não conseguimos pegá-lo!
HOMEM 2: Parece
que toma chá de sumiço...
HOMEM 3: Que
tal mandarmos dois curumins para segui-lo...
HOMEM 1: Ele
não vai se importar com duas crianças...
HOMEM 2: Kauã e
Kaká! Venham cá!
HOMEM 3:
Precisamos que sigam aquele homem... e descubram onde esconde seus segredos...
(Os dois
garotos seguem o caçador e encontram a flecha)
KAUÃ: Não vamos
contar nada a ninguém...
KAKÁ(Pegando
a flecha): Agora nós seremos os melhores caçadores!! (A flecha vira uma
surucucu e Kaká cai morto)
KAUÃ (Chega
correndo na aldeia):Surucucu picou meu amigo, surucucu picou
meu amigo!!...
HOMEM2: Como
pode? Aqui perto, uma surucucu?
KAUÃ: A flecha
virou cobra! A Flecha virou cobra!
ATO IV
PAJÉ: Mas
ninguém acreditou na história do menino... Só o caçador sabia o que tinha
acontecido... Todos ficaram tristes... Por isso se alguém encontrar uma flecha
escondida...
(Orupadã
chega correndo na tribo.)
ORUPADÃ:Intrusos!!
Intrusos!!
IAUARETÊ:Onde?
Orupadã: Na
praia.
KAINÃ:Como eles
são?
ORUPADÃ: Ah!
São homens brancos, o corpo coberto por panos e trazem canoas gigantes...
PAJÉ: Vamos nos
preparar para defendermos a aldeia!
(Kainã sai escondido. Jurandi vai atrás) (Tribo dança )
(Na praia)
MANUEL:Vamos!
Andem! Vamos atacar!
(Kaynã caminha
pela floresta e de repente: CABUUM! )
JURANDI (voltando
a tribo): Mataram Kainã. Mataram Kainã!..(Os dois e mais os homens, com
arco e flecha, saem para proteger a sua tribo).
Manuel e seus
homens, com espadas e armas de fogo, entraram pela floresta.
ORUPADÃ:
Fiuuuu! (Os índios atacaram de surpresa.)
MANUEL:
ATACAR!!!
ORUPADÃ:
Vamos!!!
(Trava-se um
combate. Quase todos os índios caem mortos)
(Música
“Todo dia era dia de índio!”)
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